The Classic (Keulraesik)

“Quando o Sol brota no horizonte, eu penso em você. Quando eu olho para a suave luz da Lua na primavera, eu penso em você.”

Introdução

Já é um filme relativamente antigo, lançado no cada vez mais longínquo ano de 2003. Recebido com louvor por público e crítica, possuindo diversas indicações a prêmios, incluindo o de melhor filme asiático, no ano de 2004; além de ser premiado nas categorias de melhor atriz novata, melhor casal e melhor estrela, sendo alguns prêmios internacionais.

Quando o procurei, o fiz por duas razões. A primeira era ver se realmente “Love Rain” o plagiou e a segunda é comprovar com meus próprios olhos o motivo para tantos elogios ao longa metragem. Pensei que seria mais um dos casos de superestimação do público, porém eu mesmo me lancei em um processo de subestimá-lo. Decidi então assisti-lo de forma descompromissada, apenas para apreciar o que o mesmo poderia oferecer.

O que achei? Lindo. Não há adjetivo melhor para definir esse filme! “The Classic” em um primeiro momento pode ser encarado como mais um romance clichê, de história extremamente previsível. E assim o é! Mas não, não se deixem levar por isso. Já devem saber o que penso sobre clichês, não é? Caso não, irei falar mais uma vez. Eu não me importo com o que a história venha contar, me importo como a história será contada!

Isso faz diferença? Absolutamente! Toda forma de arte possui o fator subjetivo, onde tal demonstração só terá determinado grau de admiração caso entre em sintonia com experiências prévias do expectador. E por isso já deixo claro: Jamais confiem plenamente nos meus textos! São minhas opiniões, nada mais. Serei crítico à medida do possível, principalmente no que tange aos aspectos técnicos, mas o resultado final sempre será maleável à minha opinião pessoal. Por isso, antes de tudo, confira com seus próprios olhos, ouvidos e sentimentos.

Gostaria de ressaltar que o texto ficou um tanto grande, pois eu precisava apontar vários detalhes do filme. Mesmo tentando sintetizar, não pude resumir alguns argumentos primordiais, o que o deixou um tanto maior que o de costume, mas nada que seja chamado de hieróglifos.

Também deixo claro que daqui em diante haverá paralelos com o Drama “Love Rain” (2012), inclusive que podem levar às já feitas alegações de plágio. Tentarei argumentar a favor do Drama no decorrer do texto, então leiam até o final para emitir uma opinião sobre o caso.

Antes de prosseguirmos, gostaria que ouvissem no decorrer da leitura a melodia que irei incluir ao texto. Quando eu citar a trilha sonora, fará sentido.

Pachelbel’s Canon in D

Imagem de Amostra do You Tube

Vamos lá!

Enredo

Aviso de Spoilers: Se ainda não assistiu e não quer estragar surpresas, sugiro que pare por aqui. Caso não tenha assistido ainda, mas quer saber mais sobre o Filme, fique à vontade.

Um pequeno resumo que fiz do plot, apenas para nortear os curiosos:

“De forma paralela, as histórias de amor de mãe e filha são apresentadas. Os relatos sobre a mãe são passados através da leituras de cartas por sua filha.

A história inicia-se no presente, quando Ji-hye (Son Ye-jin) está limpando um cômodo de sua residência e acaba por encontrar uma baixa onde estão guardadas ‘as memórias’ de sua mãe, Joo-hee (também interpretada por Son Ye-jin). No decorrer da trama, Ji-hye lê as cartas, uma a uma, o que nos leva a conhecer a história de Joo-hee.

Em paralelo que vemos o passado por flashbacks, igualmente vamos sendo envolvidos pela história do tempo presente. Curiosamente a história das duas passagens de tempo estão envolvidas, principalmente quando Ji-hye acaba por conhecer Sang-min (Zo In Sung). Ao mesmo tempo é mostrado como Joo-hee conhece Joon-ha (Jo Seung-woo), no momento que passava férias no interior do país.

E em dado momento as histórias começam a se cruzar até chegarem em um ponto comum…”

I

Notaram as semelhanças com “Love Rain”? Então vou à minha primeira leva de argumentos para defender o Drama. Quando dois trabalhos caminham em um mesmo terreno, é extremamente comum haver comparações e nesse caso não poderia ser diferente. Por haver elementos similares entre ambas as obras, é normal que apareçam esses comentários. E não são poucos! O time-skip, uma filha interessada no antigo amor da mãe, um romance mal fadado…

Por que não acredito em plágio? Pois não há cópias necessariamente de passagens e mesmos muitos conceitos sendo similares, iguais, devo ressaltar, os rumos que ambas as obras tomam são totalmente distintos. Usemos por exemplo a obra mais popular de Shakespeare, que todos já devem ter lido ou assistido. Sabem do que estou falando? Sim, isso mesmo, “Romeu & Julieta”. Comparemos então com uma das obras mais famosas da literatura inglesa, escrita por Emily Brontë, “Whutering Highs”, popularmente conhecido no Brasil como “O Morro dos Ventos Uivantes”. Trazendo o exemplo para a cultura pop, quantas vezes não ouvimos comparações entre “Star Wars” e “Star Trek”?

E qual a razão para a comparação? Ambos são romances impossíveis, delimitados por aspectos familiares, possuem elementos de vingança e traição em algum ponto. Pode-se dizer que Brontë plagiou Shakespeare? De forma alguma! Usou elementos imortalizados, estigmatizados em um clichê criado por uma obra icônica. E é isso que defendo. Há elementos que comprovam um eventual plágio? Certamente, porém isso irei destacar mais à frente, pois agora retornarei ao filme em si.

II

Um aspecto que acho deveras charmoso no cinema oriental é a forma que as emoções são captadas, interpretadas, articuladas e repassadas. É simplesmente sensacional! Nós, ocidentais, conhecemos muito do terror oriental, sobretudo o que temos contato das escolas japonesa, taiwanesa e coreana de cinema do gênero. Contudo, não podemos nos esquecer que nossos irmãos de olhos puxados são extremamente competentes em reproduzir um sentimento positivo, que é o amor!

Qual é o segredo?

Asiáticos conseguem trabalhar sentimentos à nível psicológico, assim acredito. Há um autor que explica bem essa relação, mas lamento por não possuir profundidade o suficiente para entregar o pensamento completo do mesmo. Mesmo assim, farei uma síntese rápida do que é defendido pelo neurocientista lusitano António Damásio. Para o mesmo, enquanto a emoção é algo genuinamente momentâneo, que está sendo vivido naquele momento, o sentimento gerado é uma “imagem” gravada pelo corpo devido à sensação gerada por essa experiência.

O que isso significa?

Significa que os orientais acharam a fórmula para “ativar” essa “imagem” que temos em nosso cérebro, fermentando nossas emoções sem que nos demos conta. Já repararam que naquele filme de terror você vai gradativamente sendo envolvido pela história, até que em determinado ponto você está sufocado com o medo? No caso dos filmes românticos o efeito é similar, mas ao final da projeção seu coração está apertado pela comoção gerada.

E por que dar essa volta toda? Para elucidar o impacto que a história pode causar.

Temos uma história de amor impossível, onde vários subelementos vão sendo inseridos gradativamente no decorrer da projeção. Primeiro que a mocinha é cortejada por um rapaz, pois o casamento foi arranjado anos antes. Depois é descoberto que o melhor amigo desse rapaz comprometido já conhecia a mocinha há algum tempo. Mesmo comprometido, o primeiro não interfere e faz votos de felicidade ao casal, para no futuro, por motivos totalmente alheios, tentar… suicídio! O que gera um remorso no casal, mesmo que esse fato não esteja ligado diretamente ao romance dos dois.

Perceberam? Vários pontos secundários vão sendo acrescentados, enriquecendo o que seria naturalmente simples e banal. Disse e repito, o mérito maior desse filme é a forma que vem a contar a história que pretende, não o que conta em si.

O filme também é crítico! Retrata rigidamente, em todos os sentidos do termo, o período de turbulência política que a Coréia do Sul passou enquanto estava sob o Regime Militar. Castigos físicos, assédio moral e demais consequências dessa forma de governo. Ainda há espaço para demonstrar momentos de manifesto, além de abordar de forma cirúrgica a Guerra do Vietnam.

“The Classic” não é só um filme de romance, vai além. Eu poderia falar ainda muito mais sobre a riqueza de detalhes que o longa vem a trazer, mas precisaria dividir o review em duas partes. Portanto, vejam vocês mesmos e tirem suas conclusões!

Interpretação

Cada vez mais venho a me convencer que o cinema oriental é feito de sutilezas. Afastando gradativamente do meu imaginário o cinema escandaloso que me acostumei em filmes de Kung Fu, percebo como a interpretação por aquelas bandas é feitas nos mínimos detalhes. Seja por um sorriso, pelo piscar dos olhos, ao assoprar a franja… Cada pequeno aspecto ajuda a caracterizar os personagens, o que cria uma espécie de assinatura aos mesmos.

Há algum tempo atrás eu achava essa escola de cinema monótona, até certo ponto “fraca”. Como é bom a sensação de estar errado! Costumes levam a julgar de forma equivocada e perder esse vício é um exercício constante, que conta com bastante boa vontade nesse processo.

Son Ye-jin foi muito feliz ao interpretar dois papéis em tempos distintos. Sendo pertinente ou não a comparação, faz In Yoona parecer caricata. E não se esqueçam que sou fã da Girls’ Generation em questão! Ye-jin interpreta de forma sutil, onde não há uma demonstração óbvia de seus papéis, pois a alternância entre as duas histórias é feita de forma repentina e mesmo assim é impossível confundir ambas as personagens. Um aspecto que achei fabuloso, pois encontrar esse ponto de equilíbrio deve ser difícil aos mais talentosos profissionais da dramaturgia.

Jo Seung-woo também dá uma tônica fantástica ao seu personagem, que passa de um moleque imaturo revirador de esterco à figura de um veterano de guerra. Isso tudo em pouco mais de duas horas de duração de execução do vídeo. Pequenas nuances, como o olhar e gestos, também são executadas de forma convincente. Não senti tanta firmeza quando o mesmo precisou interpretar cegueira severa, mas nada que retire o brilho de sua interpretação.

E os personagens secundários também são um destaque! Seja pela amiga de Ji-hye, pelos pais de Joo-hee e até mesmo os militares que aparecem frequentemente na projeção. Foi um trabalho de extremo cuidado, que uniu as ideias do roteirista e a ação do diretor, que são a mesma pessoa, devo ressaltar!

Um trabalho primoroso!

Aspectos técnicos

Aqui há a extrema valorização da própria cultura. Quem já viu a algum filme oriental antigo, sabe como é destacado as personagens, enquanto o cenário é meio “borrado”, fazendo o quadro parecer uma pintura à tinta óleo. Durante toda a projeção temos esse tipo de fotografia, exceto quando determinada locação, geralmente cenários naturais, está em evidência.

A cena da ponte artesanal e dos vagalumes é uma coisa linda de se assistir, principalmente por se tratar de uma cena noturna. Mesmo envoltos em penumbra, os elementos de cena são distinguíveis e estão nítidos para todos verem. E quem vos escreve tem sérios problemas visuais. E quanto às cenas de chuva? O efeito das gotas ao tocar o chão é simplesmente magnífico.

A escolha de locações também é um diferencial. Viajamos de uma pequena vila do interior, ao centro de Seul, para passar por cenários internos, como bibliotecas, teatros e hospitais, para nos depararmos com as selvas do Vietnam. Destaque mais do que merecido aos cenários naturais, devo repetir!

Citando o trecho que retrata o Vietnam, por um momento somos transportados a um clima totalmente similar ao filme “Platoon” (1986), nos fazendo esquecer que se trata de um filme de romance. Metralhadoras, explosões, soldados correndo em meio ao desespero… Foram cerca de 15 minutos que valeram a pena por ser um “extra” na projeção.

Nada de efeitos especiais, tudo gravado em película! Uma salva de palmas ao diretor de arte!

As câmeras são muito legais, capturando muito bem as passagens do filme. Quando quer uma visão geral, assume uma vista panorâmica, que enquadra a todo o cenário. Em contrapartida, quando quer uma perspectiva mais singular, a cena é demonstrada de acordo com o ponto de vista de um dos personagens. A cena em que Tae-soo bate com a testa na trave do gol é a confirmação dessa minha afirmação! Além de gerar uma cena cômica, ainda demonstra a “visão” de Joon-ha com o flagelo do amigo.

E como prometi, voltemos à trilha sonora. É algo de extremo bom gosto! Entusiastas de música clássica encontrarão seu Éden nesse filme. A música que anexei ao texto em seu início chama-se “Pachelbel’s Canon in D”, sendo executada nos momentos que Joo-hee e Joon-ha estão juntos. Além disso, ainda temos uma pequena performance de uma das peças de Ludwig van Beethoven, executada em piano. Quer que o clima seja quebrado? Ainda temos uma pequena sequência com Rock’n’Roll à lá Beatles!

E por fim, o que ratifica a hipótese de plágio em “Love Rain”… A chuva é um elemento constante no filme, parecendo sempre unir ou separar o casal de apaixonados. E não é um recurso utilizado uma vez, mas diversas. Assim como no Drama, há até mesmo as consequências geradas pela exposição à adversidade climática. E haja água para se gastar nesse filme! Ainda há a história dos filhos do casal mal sucedido se apaixonarem…

Coincidência? Não sei até que ponto. As cenas são realmente muito parecidas, a ponto de poder julgar a produção mais recente como um remake. E não são aspectos que tangem apenas à “coincidência”, mas a trechos-chave do enredo. As histórias tomam caminhos distintos, com proporções distintas, porém os argumentos iniciais e outros que mantém a estabilidade em ambos os casos são idênticos e não é possível afirmar ser “compatibilidade de estilos”… Não tiro a razão para que os produtores do filme processem judicialmente os idealizadores de “Love Rain”.

Plágio, sim ou não? Prefiro deixar essa polêmica aos produtores de respectivas obras, as apreciando da mesma maneira. Por que não assistem ao filme e ao Drama, tirando assim suas próprias conclusões? E uma observação que devo fazer. Yoona e Geun Suk, atores que sou fã, que me perdoem, mas, para qualquer efeito de comparação, “The Classic” é infinitamente superior ao seu “irmão caçula”.

Conclusão

“The Classic” foi um filme que calou minha boca. Não é “só mais um”, não mesmo. Posso dizer que foi uma das melhores produções que vi no gênero, deixando para trás obras do mainstream, como o superestimado “Titanic”, de James Cameron. Os valores são invertidos. Quantos de vocês assistem ao filme do naufrágio pela história de amor dos protagonistas? História essa que ao fim soa tão piegas que ninguém mais suporta a música-tema.

Estou fora dessa. Adoro os efeitos especiais, me emociono, admito, mas procuro cada vez mais densidade nos meus entretenimentos. E densidade essa que esse filme fabuloso me concedeu. Pesquisando cifras, percebi que é um filme de gastos modestos, com arrecadação igualmente modesta. Um filme feito como expressão de arte, para contar uma história. Talvez o maior mérito de todos seja fazer o espectador acreditar na história em posse de uma simplicidade singular.

É um longa para ser assistido de forma sincera, esqueçam o que está ao seu redor e deixem-se ser inundados pela trama. Quando estiverem submersos na mesma, perceberão como uma história bem contada pode ser diferente, como pode fomentar um sentimento, sensações que você julgava não existir.

Um filme que já nasceu com ares de clássico, se me permitem o trocadilho. Um verdadeiro achado nessa realidade que prima pelo visual. Um entretenimento para ser apreciado sem medo de se emocionar, pois o final irá arrancar seu coração e dar um nó. Quer chorar? Não sinta vergonha, obras de arte emocionam. Não duvido nada que o filme entre permanentemente para sua lista de replays…

É isso, até a próxima!

  • Enredo: 9
  • Interpretação: 10
  • Trilha Sonora: 10
  • Aspectos técnicos: 9
  • Total: 9,5

Ficha Técnica
Filme: The Classic
Romanização: Keulraesik
Hangul: 클래식
Diretor: Kwak Jae-Young
Roteirista: Kwak Jae-Young
Produção: Lee Jae-Soon, Ji Young-Joon, Park Joon-Suk, Han Ho-Hwan
Data de Lançamento: 30 de Janeiro de 2003
Tempo de Execução: 132 Min.
Gênero: Romance
Linguagem: Coreano
País: Coréia do Sul

The Classic (Keulraesik) – 2003 – Trailer

Imagem de Amostra do You Tube

Sobre Sagaz'

Sagaz, alcunha e adjetivo.

Futuro professor, pseudo-filósofo, escritor amador e boleiro. Viciado em leitura e café.

Twitter: @sgz7

There are 11 comments

  1. Mariana R. G.

    Eu já fiquei emocionada só de ler o que você escreveu! Imagina quando eu assistir ao filme!
    Você falou sobre os filmes asiáticos em geral e eu lembrei de um muito bonito: “Tenshi no Koi” (ou “My Rainy Days”). Ele é um filme japonês (eu sei que você escreve aqui sobre filmes e doramas da Coréia, mas vale a pena assistir, ok?!)
    Eu gosto muito do jeito como você escreve. Dá gosto de ler! Mas eu posso te falar uma coisa? Tem gente que não gosta das minhas correções ortográficas, mas eu sou filha de professora de português – que passou parte da vida corrigindo meus erros – então eu espero de coração que você não fique chateado.
    Na frase:
    “Também deixo claro que daqui em diante haverão paralelos com o Drama “Love Rain” (2012)”
    O verbo “haver” está no sentido de “existir” não deve ser usado no plural. Deve ser usado sempre no singular.
    Tudo bem!
    Muito obrigada e um abraço.
    Mariana

    1. Sagaz'

      Obrigado pelo feedback, Mariana!

      Sobre o filme, irei procurar ao menos para conhecer. Nós falamos de material nipônico, mas geralmente quando é oriundo de um artista coreano. Aquela lacuna na regra.

      Quanto à sua correção, não fico chateado de forma alguma. Ao contrário, agradeço pela educação que foi feita. Erros existem para isso, para nos aprimorarmos. ^^

      Tentarei me policiar mais nesse aspecto, até mesmo pela exigência em, excelência que meu curso universitário pede.

      Mais uma vez agradeço pelo retorno que deu ao meu texto, fico feliz quando percebo que consegui passar minha mensagem ao leitor. É gratificante. =D

      Novamente, obrigado. Até breve!

      Abraço.

  2. Letícia Vasconcelos

    Acho que nunca li uma review que esclarecesse tanto o estilo do romance asiático como essa. Não sou boa em interpretar atuações ou coisas do tipo, mas acho que estou ficando “menos pior” nisso graças aos seus textos :)
    Pra ter uma nota total de 9,5 o filme tem que ser bom mesmo… se you’re beautiful que me cativou levou um 8 acho que me apaixonarei por the classic *o*

  3. VinasDoramas

    The Classic é meu filme coreano preferido e acho muito difícil algum outro conseguir desbanca-lo >.< E pra melhorar sua review foi realmente incríve, foi escrito com verdadeira maestrial!
    O cinema oriental realmente tem um "quê" a mais, eles são tão sensíveis que quase chega a ser tangível, mas é ao mesmo tempo quase imperceptível (?)!! AAAAWH é mágico! Sério, eu me sinto muito sortuda por ter encontrado o mundo do entretenimento asiático e não ter tido o preconceito que muitos tem, chego a me arrepiar só de pensar na minha vida sem filmes e doramas!
    Não sei qual é a formula secreta que eles usam mas acredito que a cultura seja a principal influente. Por serem menos calorosos e mais formais que nós ocidentais acho que transmitem melhor os sentimentos e nuances dos seres humanos.. sei lá, minha humilde opinião xD Tudo essa coisa ainda é um mistério pra mim, mas de certa forma é isso que torna a arte oriental ainda mais gratificante e maravilhosa <3
    Post maravilhoso, só boiei na parte da comparação com Love Rain, porque nunca vi, mas tudo bem ^^
    Obrigada!!

  4. Camila

    Eu acabei de assistir esse filme e quis ler um pouco sobre o q falavam dele, pois bem, sua resenha foi fantástica!! Eu vi ‘The Classic’ pensando q seria mais um filme coreano na minha lista, estava enganada, ele realmente prende vc, estou com o coração apertado até agora. Gostei mt dessa sua explicação dos filmes asiáticos, pois desde q eu entrei na onda dos doramas, sinto q eles mexem bastante comigo de uma forma diferente, mesmo ainda gostando mt das produções ocidentais. Bela resenha, fez realmente jus ao filme.

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