[Coreografia] INFINITE – The Chaser

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Olá! Meu nome é Carolina, mas a maioria me chama de Shiori, e estou começando aqui no kpopNOW como colunista sobre dança. Minha proposta é fazer análises de coreografias (recentes ou não), comentários sobre coreógrafos e sobre as características e influências da dança dentro da hallyu. Espero que gostem e, deixando de lado as apresentações, vamos ao que interessa.

Para abrir a coluna, escolhi comentar The Chaser, que conta com uma grande coreografia. Sendo o principal lançamento do ano de 2012 do INFINITE, o single promocional do mini-álbum INFINITIZE é um trabalho de encher os olhos e carrega características importantes a respeito das performances do grupo.

INFINITE, até onde se sabe, mantém um mesmo coreógrafo desde o debut (ou, pelo menos, na maioria dos trabalhos). Sendo ele Kim Dongmin e contando ainda com a ajuda dos próprios membros do grupo, principalmente Hoya. Esse fato garante ao grupo uma consistência coreográfica muito grande entre os trabalhos já apresentados ao longo dos anos.

Desde 2010, debutando com Comeback Again, o INFINITE vem mostrando em grande parte de suas músicas título um dos meus elementos coreográficos favoritos, o slow. Ou seja, a execução de determinado movimento de forma lenta, tomando mais tempo da música do que realmente tomaria. O refrão de Before The Dawn, do segundo mini-álbum do grupo, é uma boa exemplificação, onde é fácil perceber a importância do slow dentro de suas coreografias. Em The Chaser, esse artifício aparece novamente no passo principal da música. Assim que o refrão é iniciado, o slow, que acompanha a extensão da nota no vocal, pode ser observado. Com isso, podemos chegar a conclusão que o uso desse elemento aparece como um dos principais componentes das coreografias do INFINITE e isso será comentado mais a frente novamente. Depois de dados os devidos créditos ao grande coreógrafo deste trabalho e apontado o principal componente da coreografia, vamos analisar The Chaser por partes.

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Logo no início, temos uma excelente formação, que aproveita o número ímpar de membros do grupo e acompanha de forma bem ritmada a batida da música. Partindo de uma formação triangular, os membros mudam de posição de dois em dois, formando um triângulo invertido em relação ao inicial. Estas duas formações valorizam bastante o espaço do palco, a beleza da coreografia e a sincronia e dinâmica entre os membros do grupo. Durante os versos cantados por Sunggyu e Myungsoo, mais uma formação bastante interessante aparece. Ela tem uma aparência livre e até desorganizada e dá origem a uma das minha partes favoritas da coreografia. A formação em linha e diagonal que aparece em seguida valoriza os movimentos de pernas que alguns membros executam no tempo e outros no contra-tempo, passando uma impressão de intercalamento entre eles.

E, então, entra o refrão. Trazendo o slow e chamando a atenção para os movimentos da parte superior do corpo. A parte inferior, por sua vez, fica encarregada de mostrar firmeza e dar suporte aos movimentos executados com os braços e o tronco. Neste trecho, o posicionamento é bastante comum e não acrescenta nada muito notável a dança. Os passos em si, mais uma vez, acompanham bem o ritmo ditado pelos vocais e há um evidenciamento mútuo entre os dois. Em minha concepção, a coreografia do refrão aproxima-se da perfeição, pois ela se encaixa bem a música, carrega elementos já característicos do grupo e enche os olhos em movimentos realmente bem executados.

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O primeiro rap da música apresenta combinações de passos que, embora ainda carreguem o slow, são mais rápidos, leves e contínuos, em uma formação, novamente, comum, mas que cumpre seu papel de evidenciar o rapper. A formação em linha logo aparece pela segunda vez, com mais passos complexos e ainda aproveitando a possibilidade de executá-los de costas. Em seguida, temos uma formação em círculo, que destaca e centraliza Sunggyu. Esse tipo de posicionamento já foi utilizado pelo grupo antes, em Paradise, de forma semelhante. A diferença é que, em The Chaser, aquele que representa o centro fica de pé. Já o segundo rap da música carrega posicionamentos nada convencionais e que procuram evidenciar o centro também, como o básico da maioria das formações, e seus passos usam e abusam do slow.

O último refrão, por fim, além do que é mostrado nos refrões anteriores, tem uma segunda parte executada de forma diferenciada que acompanha ainda mais fielmente o vocal e o evidencia. Uma variação no último refrão, destacando-o dos demais e dando uma impressão épica a ele, é sempre bem vinda. E a música é encerrada como uma repetição dos passos que também aparecem no início, bem encaixados e cumprimento um perfeito papel de marcação.

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Resumindo, The Chaser baseia-se em um grande uso do slow, de forma bastante consciente e que remete a consistência coreográfica apresentada pelo grupo desde o debut; na marcação dos momentos mais fortes da música e trocas de posições utilizadas em situações bastante oportunas. Essa coreografia entra no meu ranking de melhores trabalhos coreográficos do k-pop, como uma grande obra do coreógrafo e uma execução extremamente sincronizada por parte dos membros do grupo. Para terminar, não deixem de assistir a dance version e performances de The Chaser!

Imagem de Amostra do You Tube

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