[Coreografia] DBSK – Before U Go

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Olá, leitores do kN! Como estão? Dessa vez venho com o review de uma música pela qual sou simplesmente fascinada: Before U Go, do TVXQ. O plano inicial era comentar Mirotic, Wrong Number ou algum outro trabalho em que os cinco membros estivessem presentes, mas, então, topei com Before U Go na minha amada pasta de vídeos e não resisti. Embora tenha contado apenas com dois de seus integrantes nos últimos tempos, o DBSK mantém um nível coreográfico muito alto e foi isso que me fez gostar tanto e, consequente, escolher esse projeto para comentar. Então, sem mais enrolação, vamos a análise.

A coreografia dessa música foi criada por Shim Jaewon, Mihawk Back e Gregory Hwang. Jaewon e Gregory, que também atendem pelo nome de Beatburger (e são meus coreógrafos favoritos), atuam como diretores de performance na SM Entertainment e já estiveram envolvidos em vários trabalhos de artistas da empresa. Entre os trabalhos de Greg, está, por exemplo, Maxstep e, entre os de Jaewon, Into The New World. Os dois frequentemente coreografam juntos e os resultados podem ser vistos em músicas como It’s You e Super Girl. Já Mihawk trabalhou apenas em alguns projetos da SME, principalmente do próprio TVXQ, como Keep Your Head Down e B.U.T.

Before U Go carrega um dinamismo muito grande entre os elementos da performance, munidos de um toque de sensualidade extremamente bem trabalhado através de determinados movimentos. A dimensão dos passos acompanha o que a melodia dita, acelerando e desacelerando a execução, aliando-se a posicionamentos com ótimo encaixe e interações leves entre os dançarinos e os integrantes.

A performance conta com algumas formações que aparecem mais frequentemente e que remetem às adaptações que foram feitas depois da perda dos integrantes que atualmente compõem o JYJ. Ou seja, diferente da época em que o grupo possuía cinco membros, os posicionamentos que, em geral, passaram a aparecer mais constantemente trabalham de uma forma bastante diferenciada, já que agora a função deles é ‘cuidar’ de duas pessoas e não cinco. Em Before U Go, essa variação aparece principalmente de duas maneiras: em formações onde um dos membros fica literalmente escondido atrás do outro (ocorrendo uma clara troca de foco entre eles) e outras onde ambos estão localizados em pontos importantes da visão geral da performance (centralizados ou nas extremidades). Para o bom funcionamento desses e de todos os outros arranjos que aparecem, os dançarinos de apoio são de extrema importância.

A primeira formação já desponta uma certa curiosidade em relação a dinâmica que mencionei. Com dois dançarinos sentados e alguns movimentos leves, a coreografia inicia-se marcando fortemente o começo da música. Disso, dois dançarinos retiram-se e aparece uma formação bastante comum para cinco pessoas, sendo que Yunho e Changmin ficam na linha de frente, recebendo maior foco, o que não é fora do esperado. Vale mencionar que nesse trecho também pode ser notada uma leve interação entre um dos dançarinos e Changmin.

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Já carregada de sensualidade, a primeira parte da música começa com passos que combinam muito bem as partes superior e inferior do corpo, conferindo um forte destaque ao quadril, tanto através do posicionamento das mãos, quanto pelos impulsos realizados por essa parte do corpo. Contando ainda com um movimento com as mãos que parte da boca e dá um charme sem igual a dança. E, nesse momento em específico, os dançarinos de apoio encontram-se abaixados e, com uma ajudinha dos cameramen, o efeito obtido é fantástico. O que vêm em seguida é algo que vejo comentários negativos com um certa frequência: gastar tempo da música ‘andando’ e trocando de posição. Isso às vezes pode passar uma impressão de vazio no palco, mas em Before U Go não foi de todo mal, já que não é completamente limpo.

Os vocais da música aparecem acompanhados de uma divisão em ‘lado do Yunho’ e ‘lado do Changmin’. Em grupos pequenos e que contam com muitos dançarinos nas performances, esse tipo de separação não é tão difícil de aparecer e é bastante semelhante ao que pode ser observado, por exemplo, em Kill Bill, do Brown Eyed Girls (que já foi comentada aqui). A diferença está no fato de que a música do DBSK contém menos ‘grupos’, mas que, ainda sim, executam movimentos distintos e que, pouco depois, se igualam.

Finalizada a parte de Changmin, entra uma formação que, em sua primeiras aparições, me incomodou muito: um membro escondido atrás do outro. Meu primeiro contato com ela foi em Keep Your Head Down e minha reação foi xingá-la tanto quanto possível. A princípio, pensei que essa formação desvalorizava os dois integrantes e que era completamente desnecessário esconder um deles. Mas, visto que não há uma variedade muito grande de meios para evidenciar apenas um deles, esse arranjo acabou se tornando um dos mais viáveis. Entretanto, há coisas mais interessantes para nos atentarmos nesse trecho: a leveza com o que o salto e a girada são executados. Esse tipo de efeito não é fácil de ser alcançado e exige bastante jeito por parte dos dançarinos. Além, claro, do encaixe desses dois movimentos com os vocais. A formação circular é estreitada e os passos com as pernas são utilizados também para mais mudanças de posição. Essa série de modificações e efeitos reforça a ideia de dinâmica coreográfica que já comentei.

E, então, entra o refrão, que é minha parte favorita da performance. Durante todo esse intervalo, os passos combinam várias partes do corpo e apresentam também detalhes nas mãos. Através delas, efeitos de sensualidade e complexidade são obtidos. O refrão é relativamente longo e a coreografia acompanha isso, tendo bastante conteúdo distribuído em formações triangulares e centralizadas. Além disso, no final, a diferenciação existente entre os movimentos executados pelos dançarinos e pelos integrantes do grupo evidencia bem estes último. E, por fim, um giro e posições específicas para cada um dos dançarinos passam a impressão de refrão bem encerrado.

A segunda parte da música começa com apenas marcações e mudanças leves de posição, apostando moderadamente no slow e na dramatização. Quando as linhas de Yunho começam, a escala de movimentos aumenta e depois acontece, novamente, a divisão entre dois ‘grupos’ que executam passos diferentes. A volta para um único foco acontece de forma parecida com o trecho ‘irmão’ da primeira parte da música, com, entretanto, diferenciações entre os movimentos dos dançarinos, o que passa uma impressão de free style. A formação semi circular se abre e acaba misturando Yunho aos dançarinos, dando espaço para que Changmin chame o segundo refrão. Este que, excluindo o final e alguns posicionamentos, é exatamente igual ao primeiro.

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O seguimento se dá através de uma formação circular que destaca bem quem está no vocal, embora a troca de posição entre os membros tenha ficado um pouco forçada. Essa situação muda desfazendo o círculo e passando para um posicionamento bastante dinâmico, com um triângulo central e duas extremidades que fazem um evidenciamento bem claro de Yunho, favorecendo a estética geral da performance. Munido, ainda, de uma sequência de movimentos bem trabalhada e contínua, esse trecho se fecha em uma formação triangular de forma muito natural.

Logo inicia-se o break dance, que aparece em muitas músicas, principalmente de boygroups. Na minha opinião, ele poderia ter sido executado apenas por Yunho e Changmin. Isso destacaria mais esse trecho do restante da música, como se espera que aconteça com um break dance. De qualquer forma, ele conta com uma sequência complexa e executada com bastante leveza e, em alguns momentos, velocidade. Contando com alguns saltos e um bom trabalho com os pés, o break rapidamente dá espaço a uma formação triangular e passos que abusam da sensualidade, mas não chega a ser um ponto negativo. O fim da música se aproxima e antes do último refrão, tem-se posicionamentos e movimentos mais dispersos e simples. O refrão final imita quase completamente os passos dos seus semelhantes e diferencia-se levemente nas formações. Encerrando a performance, os dançarinos recuam e dão espaço para Yunho e Changmin, combinando o fim da coreografia e o da música de forma impactante e dramatizada.

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Para fechar essa análise, reforço as ideias de dinamismo, bom trabalho com as trocas de posicionamento e com os dançarinos e as sequências que gerenciam bem a sensualidade e o ritmo de execução. Deixarei a dance version e uma performance do Inkigayo que gostei bastante, com Yunho e Changmin esbanjando beleza nesses maravilhosos figurinos black & white. Boa semana e até o próximo review.

Imagem de Amostra do You Tube

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There are 2 comments

  1. Aline~

    Coreografia linda demais!A de KYHD,também não fica muito atrás,é muito incrível!Enfim,em matéria de execução de coreografia,o TVXQ é incomparável! Se não fosse por esse talento,eu não teria me aprofundado no kpop ^.^ #myfirstgroup~

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