[Coreografia] Brown Eyed Girls – Kill Bill

bb

Olá! Mais uma análise coreográfica por aqui, dessa vez com Kill Bill, lançamento recente do Brown Eyed Girls. Decidi comentar essa música por ter sido completamente conquistada por ela. Embora seja um grupo de talento e qualidade praticamente incontestáveis e mesmo gostando de algumas músicas, Brown Eyed Girls nunca esteve entre meus favoritos. Mas, dessa vez, com Kill Bill, elas simplesmente me encantaram. Música, MV, coreografia, conceito, tudo muito bem feito. E, entrando na minha área, vamos procurar entender um pouco mais a fundo essa coreografia.

Antes de qualquer coisa, gostaria de mencionar dois pontos que me chamaram muito a atenção: a simplicidade dos passos e os dançarinos de apoio. Assisti as performances e a dance version dessa música muitas e muitas vezes e, em todas elas, minha primeira conclusão foi a mesma: não é necessário que uma coreografia possua passos complexos para ser boa. Kill Bill apareceu provando em grande estilo que simplicidade e sensualidade bem combinadas podem resultar em um grande trabalho. Em sua maioria, os passos aparecem de forma significativa, se encaixando à sequência da música e, já caminhando ao segundo ponto que citei, ao aparecimento e posicionamento dos dançarinos de apoio. Como o Brown Eyed Girls é um grupo com poucas integrantes, não é nenhuma grande surpresa que eles façam parte da performance e, no caso de Kill Bill, há vários deles. À medida que avançarmos na análise, essas duas características serão comentadas mais a fundo.

O início de Kill Bill varia um pouco entre as performances e a dance version, pois, em alguns programas, o trecho em que as integrantes do grupo e os dançarinos começam de costas um para o outro foi cortado. De qualquer forma, logo no início, a coreografia já depende de dançarinos de apoio e logo entram as dançarinas mulheres também e, com isso, a formação, e consequentemente a visão geral da performance, passa a ter mais de um foco. A primeira parte da música baseia-se nessas trocas de posições combinadas com movimentos com o quadril, algumas contendo características mais notáveis em relação a centralização, outras mais genéricas. Então, logo em seguida, vêm alguns trechos onde passos simples são colocados de forma significativa e acabam dando um efeito maior; o refrão e os movimentos que o antecedem se encaixam nisso. O estalar de dedos e a movimentação circular encarregam-se de fazer quem assiste a performance lembrar-se da coreografia e associá-la facilmente a música. Esse recurso é muito utilizado no k-pop, já que a rápida associação é sempre um bom artifício. Por fim, uma sequência de passos um pouco mais complexa encerra muito bem o refrão, enfatizando sempre a sensualidade e feminilidade.

killbill1

Iniciando a segunda parte da música, Gain e um (sortudo) dançarino passam a ser foco. Esse trecho traz, mais uma vez, a sensualidade e também dá um toque de poder. Os dois saem de cena pouco depois e dão lugar a Miryo e um grupo de dançarinas, claramente focalizando a rapper e com passos seguindo fielmente o ritmo da música. Em seguida, o foco migra para um terceiro ponto da cena. E, por isso, citei a importância dos vários dançarinos. Eles possibilitam que haja vários ‘centros’, facilitando e variando a forma com que cada integrante é evidenciada em suas respectivas linhas. Ao final de tudo isso, entra novamente o refrão e os passos que apareceram no anterior. Esse refrão difere-se do primeiro por apresentar apenas dançarinos homens, ao contrário do primeiro, que é executado apenas por mulheres. Característica que achei bastante interessante. Embora não seja tão notável de início, as pausas e passos diferenciados conferem um tipo diferente de destaque às integrantes.

O segmento da música se dá com algumas formações e passos diferenciados, que perdem espaço para o segundo rap. Dessa vez, com Miryo cercada por homens (e, mais uma vez, havendo o mesmo tipo de distinção que existe entre os refrões) e dando uma aparência bem ‘épica’ à performance. O refrão final começa um pouco mais livre, retorna para as sequências que já haviam aparecido nos anteriores e depois se diferencia novamente, carregando passos um pouco mais complexos. A entrada diferenciada dá um toque especial, assim como o aparecimento de muitos bailarinos de apoio e as várias execuções distintas e simultâneas também causam uma impressão de epicidade que combina extremamente bem com o Brown Eyed Girls. Encerrando a performance, elas retornam a posição inicial com os dançarinos ajoelhados.

killbill3

Concluindo, Kill Bill contém dosagens muito bem equilibradas de simplicidade e sensualidade, com dançarinos de apoio com posicionamentos extremamente adequados e bem aproveitados e movimentos executados em momentos bastante oportunos, dando um belo efeito com o avanço da música. Para fechar, deixo com vocês a dance version e uma das minhas performances favoritas, exibida pela SBS. Até a próxima análise.

Imagem de Amostra do You Tube Imagem de Amostra do You Tube

PS.: Se quiserem, podem sugerir músicas para serem comentadas. Recente ou não, basta dizer nos comentários o nome da música e do grupo e farei o possível para comentá-la.

There are 3 comments

Poste o seu comentário